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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

sábado, 24 de novembro de 2012

Segredos, mentiras e formigas humanas.

Novo livro de Stephn King
Lançamento da "Suma de Letras"
Depois de um trio de livros duros de engolir – Love, a historia de Lisey , Duma Key e Ao cair da noite finalmente a Editora Suma de Letras lança no brasil um livro do Stephen King dos bons tempos, aquele mesmo que escreveu O iluminado, a espera de um milagre e a Coisa, não aquele pateta verborrágico que vemos nos últimos tempos, mais preocupado em descrever coisas e lugares do que em contar uma boa história.
Trata-se de Sob a redoma.

O enredo, não podia ser mais simples: um belo dia, do nada, uma redoma invisível surge ao redor de uma cidadezinha no interior dos EUA, isolando-a do mundo.

O que começa como uma espécie de episódio perdido de Além da imaginação na verdade se mostra uma história altamente imersiva e envolvente sobre o quanto o ser humano consegue ser estúpido nas horas mais erradas e como essa estupidez pode colocar tudo a perder. A explicação para o que é a redoma e  quem a colocou ali são o que menos importam, uma vez que, quando percebemos, já fomos fisgados  e nos descobrimos no meio de personagens realmente  cativantes pelos quais começamos instintivamente começamos a torcer desde os primeiros capítulos, mesmo que alguns deles sejam vilões.  Aliás, neste quesito o livro é um show a parte. Esqueça os fantasmas, alienígenas ou zumbis famintos; os vilões de Sob a redoma são apenas seres humanos meio malucos que você poderia perfeitamente encontrar na casa ao lado (ou na camâra dos vereadores) e nem se dar conta.

O tom de crítica às instituições religiosas – e principalmente políticas que o livro assume em alguns momentos comprova que não são só os brasileiros que não colocam fé nos seus líderes, o que não deixa de ser divertido. Apesar de possuir quase mil páginas e ser um pouco desconfortável de se manusear, a leitura deste “tijolão” flui muito bem, o que provavelmente se deve também a um árduo trabalho de edição de texto que dá à história um ara mais ágil e moderno. O fato de os capítulos serem mais curtos e a troca constante de foco sem dúvida faz a história avançar mais rápido. Talvez se tivessem sido lançados assim, os três livros  citados no primeiro parágrafo não seriam tão maçantes.

Há alguns meses circulam rumores que Spielberg vai produzir uma série baseada no livro, o que deu um alento aos fãs de King, depois que o projeto de filmar a  série A torre negra não virou nada. Se o roteiro for bem trabalhado e  houver relativa fidelidade ao material original, teremos uma excelente série –uma The Walking Dead sem zumbis.


Recomendação máxima, mesmo que você não curta o estilo do King, pois agrada a gregos, troiano e
nerds.