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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

AS PALMAS SÃO VIDA, JOÃO ROCK!!!

texto escrito por Pedro de La Rocque

Ocorreu neste último sábado (8), a 12ª edição do João Rock. Festival de música que teve cerca de 10 horas de duração, 13 bandas e público estimado em 25 mil pessoas.
O evento foi dedicado à memória de Chorão, que foi homenageado por todas as bandas e pelos próprios músicos do Charlie Brown Jr. que, com nova formação e nova banda, relembrou os hits da banda, tão idolatrada por tantas pessoas.

Infelizmente é impossível acompanhar todos os shows, pelo simples fato de duas bandas tocarem ao mesmo tempo em palcos diferentes.
Logo no início do evento o Planta e Raiz sobe ao palco. Um som bastante roots, mas com uma pegada diferente devido ao guitarrista solo que, com solos cheios e bastante distorcidos, logo prende a atenção da plateia. 


Ao final do Planta, que havia se apresentado no palco universitário, Nando Reis já ecoava suas músicas no Palco João Rock. Com banda incrível, com o grande guitarrista Walter Villaça, que tocou com Cássia Eller por tantos anos, a banda toca memoráveis sucessos dos Titãs, Arnaldo Antunes, e é claro, de Nando Reis. Dentre os hits destaca – se Marvin, O Mundo É Bom Sebastião, Não Vou Me Adaptar, Relicário, N, Luz dos Olhos, All Star, Segundo Sol e Por Onde Andei.

Logo após do término do show de Nando, o Skank, comandado pelo bom e carismático vocalista Samuel Rosa, se apresenta arrancando gritos e causando euforia nas pessoas, tocando clássicos como Jack Tequila, É uma partida de futebol, Garota nacional, Vou Deixar, entre outras.

Liderado pelo elétrico Dinho Ouro Preto, o Capital Inicial incendeia o público que vai ao delírio. Com o som característico da banda, pop rock, Dinho veste um nariz de palhaço após perguntar para os fãs se haveria algum deles que se sentia representado pelos políticos em Brasília, em seguida começa o clássico Independência.

A banda, além dos seus clássicos, toca covers da clássica Seven nation Army de The White Stripes , de Mulher de Fases dos Raimundos e Que país é esse da tão lendária Legião Urbana. Dinho, diz que se sente muito feliz em tocar em um festival pra tantas pessoas e com várias bandas amigas.

Alexandre Carlo e o Natiruts sobem ao palco com instrumentos acústicos passando positividade e boas energias ao público e tentando reproduzir pérolas gravadas no Acústico Rio de Janeiro. Apesar da ausência da estilosa e talentosa guitarrista Mônica Agena, que infelizmente já não compõe mais o grupo, a banda faz uma incrível apresentação, provando que a cada dia aprimora e torna sua música ainda mais madura e inesquecível. Clássicos como Beija Flor, Liberdade Pra Dentro Da Cabeça, Quero Ser Feliz Também e Natiruts Reggae Power além das belas canções do álbum Raçaman, Glamour Tropical, Sorri sou Rei e Dentro da Música. A banda também comemora o aniversário do baixista Luís Maurício.

Após o bom show do Natiruts, um dos momentos mais esperados. Sobe ao palco A Banca, liderada por Champignon nos vocais e uma sensual baixista assumindo o instrumento de Champignon. Arrancando lágrimas da plateia, a banda toca clássicos inesquecíveis, com o som pesado e com um duelo de solos cheios e notáveis executados pelos monstros, Marcão e Thiago. É claro que a presença explosiva e a voz de Chorão fazem uma tremenda falta, porém, a atuação de Champignon como vocalista e a banda como um todo não deixa a desejar.

Entre as bandas mais esperadas da noite, O Rappa sobe ao palco e abre com A minha alma, entretanto, a banda foge a tradição e toca músicas lado B, não tão conhecidas e comerciais. Dos hits, destacaram – se Pescador de Ilusões, Me Deixa, Mar De Gente e Rodo Cotidiano.

A apresentação se prolongou, e o vocalista recebeu aval do público para seguir em frente. Antes de parar, por volta das 4h30, Falcão saldou a todos que passaram pelos palcos da 12ª edição do João Rock e chamou A Banca para encerrar o festival de 2013 com um encontro, repetindo o que aconteceu entre os músicos em 2012, ainda com a presença de Chorão. Unidas e com integrantes misturados, as bandas tocaram Zóio de Lula e Hey Joe. Assumindo nos microfones o risco de perder o vôo, O Rappa ainda tocou mais algumas músicas depois que Champignon e companhia se retiraram, e finalizou com ‘Anjos’, nova música do grupo.

Além das atrações do palco principal e de uma área dedicada a esportes radicais, o público do João Rock pôde desfrutar também de apresentações das bandas Planta e Raiz, cujo show já foi citado, Aláfia e Lurdez da Luz, Canastra, Autoramas e Detonautas, com direito a pedido de casamento surpresa de um fã da banda à namorada, intermediado pelo vocalista Tico Santa Cruz.

Agora só nos resta esperar a 13ª edição. Ano que vem tem mais!