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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

domingo, 9 de junho de 2013

O FUTURO COMEÇA AGORA: OCEAN CLEANUP ARRAY - MAQUINA QUE PROMETE RETIRAR GRANDE PARTE DOS PLÁSTICOS DOS OCEANOS

Uma grande parcela das embalagens plásticas que nós descartamos vai parar nos oceanos, o que causa sérios danos aos animais marinhos, aos pássaros e ao ambiente num geral. Pensando nisso, um jovem estudante holandês desenvolveu um projeto que promete retirar grande parte deste lixo plástico.



Boyan Slat, tem 19 anos e nasceu em Delft, estuda Engenharia Aeroespacial na Delft University of Technology e nas horas vagas gosta de tirar fotos e mergulhar. Durante essas sessões de mergulho, o garoto ficou perplexo com a quantidade de lixo que encontrava e  intrigado com a possibilidade de contribuir para a redução deste impacto negativo. Em 2011, um trabalho da escola acabou dando o empurrãozinho que faltava para que ele iniciasse as pesquisas na área. E após reunir o maior número de informações a respeito, Boyan chegou ao conceito de uma máquina capaz de subtrair uma parcela considerável de detritos plásticos, grandes e pequenos, dos oceanos, a Ocean Cleanup Array.



O funcionamento é semelhante ao de um gigantesco filtro, que separa essa parte sólida da água,  para que depois seja coletada por uma equipe e transportada até uma usina de reciclagem. Criar uma embarcação móvel que circulasse pelos mares em busca deste lixo poderia ter um custo  de operação muito alto, o que acabaria inviabilizando a ideia, e a alternativa encontrada foi posicionar estas plataformas em locais estratégicos, onde houvesse maior concentração desse lixo, uma vez que estes plásticos se movimentam pelo mar através das correntes marítimas que formam os 5 Giros Oceânicos. Toda a energia necessária para a execução do processo seria gerada por meio de placas solares, ou por meio de outras tecnologias limpas, como o aproveitamento da força das ondas e das marés, o que deixaria a máquina auto-suficiente. 


Para que não impacte negativamente na vida marinha, foi idealizado um sistema composto por  barragens, ao invés das redes que costumeiramente são utilizadas, além de não utilizar nenhum dispositivo de sucção, pois os detritos serão direcionados  até o reservatório apenas com a ajuda das correntes marítimas e da angulação entre as duas hastes, o que minimizará significativamente a chance de capturar algum animal. Já no caso do plâncton, a separação será feita com a aplicação de uma força centrífuga, devido a diferença de densidade entre ambos materiais. 



Como o próprio inventor reconhece, a OCA só
 minimizaria o problema, não sendo a solução para 100 % do problema, pois para se conseguir maior efetividade deverá ser combinada com medidas de conscientização da população.

O uso da tecnologia para reparar os erros que cometemos com relação a exploração e degradação do meio ambiente é a melhor maneira de COMEÇAR AGORA a garantir  nosso FUTURO.