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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

sábado, 29 de junho de 2013

VALE 1 PLAY: Babylon by Gus - Black Alien

Sonzera das antigas, "Babylon by Gus" é uma homenagem a uma música de Bob Marley ("Babylon by Bus"), feita por ninguém menos que Black Alien. A introdução dessa música no piano é sensacional, letra brutal, bem dignos de Gustavo Black Alien!
Vale vários plays!!




Minha voz é um instrumento
Que dá sustento ao microfone, 
espírito dos novos tempos
O sentimento, o mar a vela e o vento
Prá navegar na Babilônia
De asfalto e cimento
Infelizmente eu só lamento
Sem agradecimento
Dos filhos deste solo
és Mãe gentil, e Black Alien
É seu rebento...

Por favor doutor 
Deixe eu mostrar meu documento
Do começo ao fim do fim ao começo
Da juventude à infância, do geriatra
A adolescência ao berço
E eu me lembro não mal'agradeço
Por você até o último degrau eu desço
De dezembro a dezembro
Cantando ragga murffin
Num minuto de silêncio
Sem documento e lenço
E com o poder da oração
Com a mão no terço ou não é pouco
Mas de coração , é o que te ofereço...

Babylon by Gus
O fogo da vela me dá luz
Com a caneta e o papel erradico pus
A caneta e o papel irradio luz
Babylon by Gus
Meus amigos são os mesmos
Eles fazem jus
A justiça dos homens perdeu um ônibus
Babylon by Gus, Babylon by Gus...

Através da escrita e do canto
De guerra ou de alento
Eu sigo em frente e atravesso o tempo
Genuíno no meu hino, desde menino
Ninguém fica ao relento no meu testamento
As vezes falo muito, me empolgo, dislumbro
As vezes não me considero parte desse mundo
Logo vislumbro que qualquer aposta eu cubro
E qualquer pergunta que não goste
A resposta vem ao cubo
Se esquiva quando a alma desarquiva
Mágoa de gente nociva me pede a calma e a esportiva
Atropela que nem locomotiva
Sangra a gengiva energia negativa
Bateu na trave e lhe causou
A Síndrome Respiratória aguda, grave
Aí ficou esquisito, definiu atrito
Tiroteio, correria e grito
No ano do macaco
Até o infinito...

Babylon by Gus
O fogo da vela me dá luz
Com a caneta e o papel erradico pus
A caneta e o papel irradio luz
Babylon by Gus 
Meus amigos são os mesmos
Eles fazem jus
A justiça dos homens perdeu um ônibus
Babylon by Gus, Babylon by Gus...

Eu fiquei muito bolado o moleque tava ali
Bem do meu lado a uns dois metros de distância
Não resistiu morreu na ambulância
Então o carro em fuga na madruga
E ele tá com uma etiqueta no dedão do pé
Deitado dentro da gaveta
A verdade no fim sempre prevalece
A Lírica Bereta não quer mais saber
De treta, nem de estresse
Na fé de
D - E - U - S
Chorei muito, fiquei triste
Mas quando tô muito bolado
Ponho dedo médio em riste
A moral em concordata
Tirar foto é fácil quero ver
Quem se retrata
Você prá mim é persona non grata
Uma decisão numa situação limite
Salvou a vida de Gustavo De Nikiti
Naquela hora que mudou meu futuro
Que é presente agora
Uma nova lei vigora, amanhã será uma nova aurora...