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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

VALE 1 PLAY: Black Alien e Speed Freaks - Timoneiro


Dando umas conferidas nos sons do Black Alien, acabei por me deparar com essa música que, por incrível que pareça, não tinha escutado até o momento... 
A música se chama "Timoneiro" e é em parceria com o Speed Freaks. Sempre apreciei o som dos dois, juntos então é uma mistura certeira!!!! Definitivamente, essa música vale um play!



Cai o muro de Berlim
As rádios tupiniquins e na maré antes
de tocar algo assim
Hoje em dia talvez se eu não estivesse
Nesse jogo da rima
taria a sete palmos abaixo de terra
Rosas vermelhos caindo 
e meus camaradas lá em cima
Sem deixar pegadas ou pistas
quilos e quilômetros 
de boas batidas e rimas em 12 polegadas
Bem debaixo das suas barbas 
de suas vistas
Olhando pelo olho 
Do meu futuro sogro, figuro Como figura mal-quista
Fico melhor na cela como réu Do que na sala como
visita
Insisto e recuso
ista em rechear juízos por isso não insista
Blasfeme esbraveje
Me mande para aquele lugar
Pois não ha onde não fui
Bisneto de Alá Neto de Mário e Filho de rui
Organismos forma Gen que rebate sangue ruim
Deus agradeço a tudo que tenho
Família e amigos rascunhos re-desenhos
Os pretos na casa grande...
Senhores feudais ralando no engenho
Foda-se da onde venho
Na sua frente estou
Pow quebrou o espelho
Sete anos de azar vou dar um 
perdidos que se acham
não tem mais como voltar a-ha
Quero ver como tu vai sair dessa
Quando o Gustavo Black entrar nessa
MC's correm para todos os lados
enquanto piso pesado, sinistro e sem pressa 
Aladim sorri para mim voando 
No tapete mágico sobre a persa Ou babilônia
Engraçado ver como nego dispersa Minha insônia
O rei versus o vice-versa
Bom som cheio chega de conversa
Black alien liderando o bonde
Partiu
para a atlântida
Sem quem impeça
Submarino amarelo agora é preto
Rumo a cidade submersa
Situações diversas...adversas
Adversários vários 
Tem por ai
Mas é pra isso 
Que tamo aqui
Piscou o olho, sumi

Mulheres e crianças primeiro
Enquanto eu for o timoneiro

Não adianta chamar de flow
O que para mim sempre foi levada
A desenvoltura com as palavras
intimidade com as historias mais amargas
Sensibilidade para falar de assuntos delicados
Meu discurso e mais incisivo que a ponta
De uma agulha, estiletes amolados
Para contar o que rola nas quebradas
Sou que nem uma agulha no palheiro 
Para me achar vai ter que me procurar o dia inteiro
Quase ninguém da meu telefone e meu endereço
Tem nego que tenta descobrir de qualquer jeito
A todo custo paga qualquer preço
Não gosto de muita mirabolancia
Nem de muito adereço
Qualquer coisa ruim que aconteça comigo
Demora um pouco, mas em alguns dias logo esqueço
E que na escola nunca fui bom em decorar tabuada
Sendo o poder de esclarecimento do meu flow
Como queira da forma que preferir
Ou como eu diria do meu jeito
O poder da minha levada
Afiada como um fio de navalha
Destroçando seus argumentos
Que nem fragmentos reunidos
Costurados ainda podem me servir de mortalha
Para ser enterrado
Mas muito bem alinhado 
Para quando eu perder 
A ultima batalha
No nosso duelo, Vou ser o carrasco 
Que vai cortar sua cabeça
E fazer de você um fiasco 
Do século
Guardar seu cérebro
Num frasco
Sexos plexos nexos
Cactos 
cidades fantasmas
Espectros
Pense bem o que você vai deixar para seus netos

Mulheres e crianças primeiro
Enquanto eu for o timoneiro