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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

VALE 1 PLAY: CHICO SCIENCE E NAÇÃO ZUMBI - A CIDADE


Quando eu tinha uns 8 anos de idade, meu pai me presentou com um rádio que tocava Cds e uma coletânea usada de música brasileira da época, década de 90. Era um conjunto de aproximadamente uns 10 discos que reuniam diversos nomes em ascensão, dentre eles Sepultura, Jota Quest, Pavilhão 9, Cidade Negra, Charlie Brown Jr. e Chico Science e Nação Zumbi


E o que começava ali, pelo simples desejo de uma criança em assistir o "disquinho" girando dentro do aparelho de som novo, acabaria influenciando, sem que eu percebesse, meus gostos musicais no futuro.

Me lembro que aquela mistura de guitarra com percussão de maracatu já me agradava desde aquele tempo, ainda que eu não entendesse nada do que se passava ali. Algum tempo depois eu tive a oportunidade de ser re-apresentado ao trabalho de Chico Science e Nação Zumbi e quando passei a entender o conjunto da obra, não parei mais de ouvir.

Gosto de diversas músicas da discografia dos caras, mas uma das minhas preferidas é "A Cidade", que sempre VALE 1 PLAY.



A Cidade
O sol nasce e ilumina
As pedras evoluídas
Que cresceram com a força
De pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam
Vigiando as pessoas
Não importa se são ruins
Nem importa se são boas

E a cidade se apresenta
Centro das ambições
Para mendigos ou ricos
E outras armações
Coletivos, automóveis,
Motos e metrôs
Trabalhadores, patrões,
Policiais, camelôs

A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce
A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce

A cidade se encontra
Prostituída
Por aqueles que a usaram
Em busca de uma saída
Ilusora de pessoas
De outros lugares,
A cidade e sua fama
Vai além dos mares

E no meio da esperteza
Internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce
A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada,
Um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado
Bom pra mim e bom pra tu
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus

Num dia de sol, recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior.