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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

domingo, 15 de setembro de 2013

DUMP ROULETS




Grouper - The man who died on his boat


Grouper é um ato musical de uma pessoa só, a americana Liz Harris. Com trabalhos lançados desde 2005, o "grupo" atingiu um status cult, por trabalhar ambientes musicais que beiram o sonho. A ideia nesse disco é bem essa mesmo, construir "paisagens musicais", pontuadas por passagens folk, experimentalismo, vocais gentis e suaves que remetem a um estado profundo de paz e tranquilidade. Sei que tá parecendo resenha de disco da Enya, mas Grouper é algo mesmo a se ouvir. 




Com pretensões artísticas ambiciosas (Liz já produziu uma espécie de instalação/performance em um festival em Berlim em 2012 que tentava imitar um ciclo completo de sono), e reconhecimento por curadorias de festivais como o All Tomorrow's Parties, o Grouper é uma experiência transportadora e distinta.  











Mark Lanegan e Duke Garwood - Black Pudding


Mark Lanegan é um dos personagens mais interessantes da música pop. Lançado ao estrelato com o saudoso screaming trees (excelente banda de grunge rock dos anos 90), apesar de ser frontman, sempre preferiu uma posição mais recatada, tanto em termos de exposição midiática quanto de direcionamento artístico. Sua carreira solo já corria paralela ao trabalho no screaming trees e às inúmeras colaborações com outros artistas (por exemplo, no queens of the stone age).




 A música de Mark em sua carreira solo sempre se baseou fortemente no blues e no country, muitas vezes sob uma perspectiva rock. Nesse disco, juntamente com o multiinstrumentista Duke Garwood, a veia blues é dominante, com passsagens folk-country, que com os vocais áridos de Lanegan atingem uma profundidade cativante, dividida em momentos puramente acústicos, seja com o uso de elementos diversos, inclusive eletrônicos. São vários os pontos altos do disco, mas cold molly é meu convite pessoal de entrada para esse mundo denso, soturno, ora sensual, ora triste e contemplativo.