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POEZINE-SE II

Neste segundo volume, o Poezine-se tem a honra de trazer os textos da uberabense e poetisa Jamila Costa. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O FUTURO COMEÇA AGORA: WARKA WATER - UMA ENGENHOCA CAPAZ DE COLETAR ÁGUA POTÁVEL DO AR


Não é novidade para ninguém que um dos maiores problemas, que alguns lugares já enfrentam e que pode afetar todo o planeta, está relacionada a escassez de água potável.  Porém, como esse ainda é um mal que atinge  principalmente países pobres, muito pouco é feito para solucionar ou minimizar tal situação.

Alguns engenheiros e designers iluminados nadam contra a corrente e já estão trabalhando em opções que possam  proporcionar e facilitar a obtenção do líquido mais precioso, mas geralmente são inviáveis pelos altos custos de implantação, por necessitar de uma fonte hídrica próxima ou outros motivos quaisquer.

Pensando nisso, uma dupla de arquitetos italianos formada por Arturo Vittori e Andreas Vogler, desenvolveu um projeto que pode ser o início da solução deste problema que assola diversos países, inclusive o nosso. 


A “Warka Water” é uma torre feita de materiais biodegradáveis  que consegue retirar mais de 95 litros/dia de água potável do ar utilizando um sistema simples de condensação.

A estrutura da torre é de junco, uma planta muito utilizado em artesanato e movelaria, comum nas costas do Mar Mediterrâneo, nas Américas e no delta do Rio Nilo.  Já a parte interna é composta por uma rede especial de polietileno, capaz de coletar a água presente no ar por meio da condensação, aproveitando a variação natural da temperatura ambiente nesse processo. 

Com apenas 60kg, a “Warka Water” é formada por cinco módulos simples, fáceis de serem limpados, que podem ser erguidas sem a necessidade de muita gente ou ferramentas mecânicas em menos de uma semana e além disso,  uma vez que os habitantes locais aprenderem a montá-la, serão capazes de ensinar outras aldeias e comunidades a construir suas próprias torres.


Este sistema foi inspirado no Besouro do Deserto da Namíbia que retira a água do ar, condensa em seu abdômen e que  posteriormente é transportada até a boca. 

O prazo estipulado para que estas engenhocas comecem a entrar em funcionamento é 2015 e inicialmente serão implantadas na Etiópia, o país que tem a menor quantidade de água disponível e a pior qualidade.

Tomará que mais iniciativas como está aparecem ao redor do globo, pois só o uso da tecnologia em benefício da humanidade poderá consertar os estragos que fizemos ao longos dos tempos.

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